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Por que Houston não foi evacuada se a chegada de Harvey já era esperada?

Por que Houston não foi evacuada se a chegada de Harvey já era esperada?

Na manhã desde domingo (27), mesmo depois de ter perdido força e passado de furacão para tempestade tropical, Harvey continuou a desencadear níveis recordes de chuva, causando inundações catastróficas em Houston e também nos arredores do condado de Harris, no Texas. Ainda pela manhã, pelo menos uma morte foi relatada, depois que uma mulher foi encontrada morta dentro de um carro cheio de água.

Veja fotos dos estragos causados pela tempestade Harvey no Texas

Desde sábado (26), as regiões de Houston e Galveston receberam 24,1 polegadas de chuva. Todo o estado foi alertado pelo Serviço Meteorológico Nacional de que inundações sem precedentes chegariam e de que o sudeste do Texas, em especial, poderia sofrer com “inundações instantâneas”.

Os moradores da quarta maior cidade dos Estados Unidos, com 2 milhões de habitantes, lotaram o sistema 911 de ligações e foram orientados a buscar os sótãos de suas casas para fugir das enchentes e esperar ajuda. Mas por que, diante de todos os alertas, a cidade não foi evacuada?

Em uma coletiva de imprensa na sexta-feira (25), o governador do Texas, o republicano Greg Abbott, encorajou os residentes de áreas costeiras ou próximas do nível do mar a evacuarem suas casas, mesmo sem uma ordem oficial emitida.

“Mesmo que uma ordem oficial de evacuação não tenha sido emitida por autoridades locais, se você está em uma área entre Corpus Christi e Houston, você precisa considerar fortemente uma evacuação”, disse ele. “O que você não sabe, e o que ninguém sabe agora, é a magnitude da inundação que está chegando. [Mas] você não quer se colocar em uma situação em que poderá se tornar alvo de uma ação de busca e resgate”.

A advertência do governador, na ocasião, foi dada na contramão dos conselhos que autoridades locais estavam propagando há dias: de se abrigar e ficar no mesmo lugar. A declaração foi motivo, inclusive, para uma campanha das autoridades locais nas redes sociais reforçando a orientação para que todos ficassem em casa.

“As lideranças locais sabem mais [sobre o que é melhor”, disse Francisco Sanchez, porta-voz do escritório do condado de Harris para segurança e gestão de crises, no Twitter, em resposta a Abbott. Não houve ordens de evacuação em Houston, e apenas uma ou outra ação em algumas comunidades de Harris, ressaltou Sanchez.

Num tweet que mandou na sequência, Sanchez ainda alertou os residentes para ouvirem o conselho das autoridades locais, mais precisamente do juiz do condado de Harris, Ed Emmett, e do prefeito de Houston, Sylvester Turner, ao invés de Abbott.

Na manhã de sábado (26), quando as fortes chuvas e o vento do furacão Harvey causaram estragos severos nas cidades costeiras, o prefeito de Houston alertou a população de que haveria chuva pesada e inundações na cidade nos próximos cinco dias - mas, novamente, nenhum aviso enfático sobre a necessidade de evacuação foi feito.

Enquanto havia um consenso de que as cidades de Victoria e Rockport, no sudeste do Texas, tinham de ser evacuadas, Houston e Harris eram diferentes. “Acredito que tanto o governador quanto eu concordamos que essa é uma tempestade séria e sem precedentes”, disse Turner no sábado (26). “Para Houston e o condado de Harris, o juiz e eu concordamos que o que houve foi uma grande chuva e que não há necessidade de evacuação. Nós estamos pedindo para que as pessoas fiquem fora das ruas. Francamente, deixar sua casa, ir para as ruas, é algo que vai colocá-lo em mais risco e não fará ninguém mais seguro”, disse ele ao programa Good Morning America.

No entanto, registros e imagens de Houston e Harris mostraram que atender ao pedido de Turner era bastante difícil. E, conforme os relatos dos repórteres do The Washington Post, a situação está apenas piorando:

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional, esse é o agosto mais chuvoso da história no Texas e graças à tempestade Harvey. “A maioria dos rios e baías entorno de Houston apresenta níveis recordes de elevação e alguns estão excedendo recordes anteriores por 10 pés [3 metros]”, alertou o órgão.

Ainda segundo o Serviço Meteorológico Nacional, “um adicional de 15 a 25 polegadas de chuvas são esperadas para os próximos dias na parte central e Norte da costa do Texas, incluindo Houston, com a possibilidade de que algumas partes isoladas recebam 40 polegadas.”

“Esse desastre será um marco”, disse o administrador da Fema, a agência dos EUA para desastres, Brock Long, à rede de televisão CNN. “É uma tempestade que o EUA nunca viu”, acrescentou.

Todos esses alertas de que a catástrofe está só começando não forma suficientes para impedir que o presidente Donald Trump dissesse, na manhã deste domingo (27), no Twitter, que a resposta ao evento “estava indo bem”.

As autoridades locais de Houston poderiam ter lembrado de quão criticadas foram pela desastrosa evacuação conduzida por elas antes do furacão Rita em 2005. Mas isso não aconteceu. Na ocasião, horas antes de Rita chegar a Houston, em setembro de 2005, autoridades do governo emitiram uma ordem de evacuação, e cerca de 2,5 milhões de pessoas pegaram a estrada ao mesmo tempo.

Mais de 100 pessoas morreram nessa saída em massa; quase o mesmo número de pessoas mortas pelo furacão em si. Dúzias ficaram feridas ou morreram de infarto presos em engarrafamentos que durante um dia todo.

Ao mesmo tempo, o medo do furacão Rita acabou infundado. Ele enfraqueceu de um evento de categoria 5 para uma tempestade de categoria quando já chegada ao Oeste do Texas, e resultou em uma fração, apenas, dos estragos e mortes do furacão Katrina, que havia destruído Nova Orleans três semanas antes.

Segundo o CEO da IEM, uma companhia de planejamento e prevenção de desastres que trabalhou no condado de Harris, Madhu Beriwal, as autoridades estão tentando encontrar o caminho “de menor arrependimento”.

Viajar de carro traz váriso riscos, e qualquer ordem de evacuação vem com um entendimento de que as pessoas morrerão se tentarem sair, alerta ele. Mas não importa o caminho que as autoridades resolvam tomar, diz Beriwal, é “sempre melhor falar com uma única voz para que a população saibam que o que as autoridades estão pensando é o melhor caminho a tomar.”

Depois do furacão Rita, as autoridades começaram a mudar leis e pensar em programas de evacuação. A divisão de gestão de emergências do Texas começou a trabalhar de maneira próxima com as municipalidades para coordenar os planos de ação contra furacões, relatou o Texas Tribune, incluindo encontrar caminhos para restaurar a energia logo.

Legisladores elaboraram protocolos para facilitar a cooperação entre equipes de emergência do estado durante crises e desastres. E autoridades estaduais e locais participam de simulações para reverter o fluxo do tráfego nas estradas para garantir que várias agências fiquem por dentro do processo.

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